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Situação da saúde mental na Bahia é discutida em Feira de Santana

02/12/2017 08h47
O evento, que foi organizado por servidores que trabalham na saúde mental, foi realizado no auditório do Hospital Especializado Lopes Rodrigues.
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Situação da saúde mental na Bahia é discutida em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Laiane Cruz e Ney Silva

A possibilidade de fechamento dos hospitais psiquiátricos e as dificuldades no atendimento de pacientes com transtornos mentais na Bahia foram abordados durante um Fórum de Conscientização, realizado nesta sexta-feira (1º).

O evento, que foi organizado por servidores que trabalham na saúde mental, foi realizado no auditório do Hospital Especializado Lopes Rodrigues e reuniu médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais.

Integrante do Sindicato dos Auxiliares, Técnicos de Enfermagem e de Patologia Clínica da Bahia, Rosângela Barbosa explicou a preocupação da entidade.

“Nossa preocupação é como fica essa população desassistida, diante de um cenário de uma população carente, que não tem condições de absorver esses pacientes em casa, pois precisam de tratamento contínuo e o governo não se mostra preocupado, transferindo a responsabilidade que é dele, uma vez que pagamos altos impostos e temos direito perante a Constituição a uma assistência de saúde que se estenda a todos com dignidade”, afirmou.

A professora do curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) Teresa Cristina disse que a rede de atenção em saúde mental é insuficiente para atender a demanda de pacientes.

“No estado da Bahia, nós só temos metade dos municípios que possuem Caps e apenas dois, Feira e Salvador, possuem os cinco tipos de Caps. Feira de Santana não está conseguindo dar conta da própria população, pois um paciente atendido hoje recebe o medicamento e só volta a ser atendido em seis meses”, relatou.

Ainda de acordo com a professora, os Caps são retaguarda da Atenção Primária, que é feita pela Estratégia de Saúde da Família, mas os profissionais não têm formação em saúde mental e só cuidam das políticas mais específicas do Ministério da Saúde, como diabetes e hipertensão.

Segundo a médica psiquiatra Sandra Paula Peu da Silva, que também participou do debate, o evento foi importante para conscientizar as pessoas que fazem parte do sistema sobre a necessidade de ofertar um atendimento com qualidade a pacientes com transtornos mentais.

“Uma pessoa com surto grave e demanda um atendimento emergencial psiquiátrico tem o direito de ser atendido com a melhor qualidade no SUS, nós temos isso hoje, mas infelizmente existem portarias ministeriais com a intenção dos governos estaduais de cercear os direitos dessas pessoas e de suas famílias. Mas já existe uma liminar que força o governo do estado a manter aberto e requalificar os hospitais psiquiátricos da Bahia, além de reformular a rede de Atenção Psicossocial que já existe”.

A presidente da Associação de Apoio aos Familiares e Amigos e Pessoas com Transtornos Mentais, Rejane Santos, explica como a entidade vem trabalhando para que a rede de atenção seja fortalecida.

"Estamos há um ano e seis meses lutando para mostrar à Sesab e ao secretário Fábio Vilas-Boas que para que houvesse uma rede bem estruturada, nós teríamos que não ter a portaria Raps 3088/2011 como substituta dos serviços existentes, ou seja, não se pode fechar os hospitais psiquiátricos e as emergências psiquiátricas, os ambulatórios e o Hospital Sara, em detrimento de leitos de hospitais gerais e dos Caps, porque o papel dos Caps é a reabilitação e os leitos dos hospitais gerais vieram pra complementar os serviços existentes e são referenciados, que baseado na portaria 148, que se não tiver mais de 20 leitos não é necessário ter psiquiatra e nós familiares sabemos da importância de se ter um psiquiatra dentro de uma equipe", disse.

Fotos do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.
 

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