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'A justiça divina tarda mas não falha', diz Rebeca Gusmão ao se referir a Nuzman

08/10/2017 10h49
Ela comentou a prisão do presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, na última quinta-feira (5), durante a Operação Unfair Play, da Polícia Federal.
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'A justiça divina tarda mas não falha', diz Rebeca Gusmão ao se referir a Nuzman
Foto: Divulgação/TV Brasil

A atleta da natação Rebeca Gusmão é a entrevistada de segunda-feira (9) do programa Conversa com Roseann Kennedy, que vai ao ar às 21h30 na TV Brasil. Na entrevista, a brasiliense fala sobre as dificuldades que enfrentou na carreira, especialmente com o processo criminal a que respondeu por investigação de dopping durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007.Ela comentou a prisão do presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, na última quinta-feira (5), durante a Operação Unfair Play, da Polícia Federal. Ele é investigados por envolvimento em um suposto esquema de compra de votos para a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos.“Na minha cabeça passou o filme do Nuzman, quando ele me fez responder a um processo criminal injustamente, onde, no final, fui absolvida. Eu lembro direitinho as palavras dele. E, ontem, quando vi ele sendo preso, vendo as coisas que ele fez, eu falo - realmente, depois de dez anos, a justiça divina tarda, mas não falha”, diz Rebeca na entrevista.

Em novembro de 2007, Nuzman pediu a instauração de um inquérito criminal para investigação de possíveis irregularidades nos procedimentos de controle de doping da nadadora Rebeca Gusmão durante a competição no Rio de Janeiro. Mas, em agosto de 2009, já depois de ter sido banida do esporte, Rebeca foi absolvida pela 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, da acusação de falsidade ideológica. Ela era suspeita de ter adulterado amostras de urina para evitar que fosse flagrada em um exame antidoping durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.O lado político do esporte também é assunto da conversa de Rebeca com Roseann Kennedy. “O esporte é um meio político também. Não existe aquela coisa é [romântica]. É muito bonito ali pra quem está na arquibancada. Quem está na plateia, sempre o espetáculo é bonito. Mas pra quem está nos bastidores, a gente sabe que não é, a gente sabe como funciona. E o esporte é um business. Então, quando você mistura política com business, é muito complicado”, afirma a atleta. (Agência Brasil)

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