Acorda Cidade | Dilton Coutinho | Portal de notícias de Feira de Santana - Bahia

20º 33º Feira de Santana
20 de novembro de 2017

Notícias

Esportes

Empregos

Lazer

Especial

Todas as notícias Polícia

Mulher que matou o cunhado queimado é condenada a mais de 11 anos de prisão

12/07/2017 08h43
Ela foi a júri popular ontem (11) no Fórum Desembargador Filinto Bastos.
Mudar o tamanho da letra: Aumentar letra Diminuir letra
Mulher que matou o cunhado queimado é condenada a mais de 11 anos de prisão
Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Andrea Trindade

A feirante Marlete Santos Peixoto foi condenada a 11 anos e seis meses de prisão no Conjunto Penal de Feira de Santana em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. Ela foi a júri popular ontem (11), no Fórum Desembargador Filinto Bastos, sob a acusação de ter matado o cunhado Antônio Teodoro Silva, 27 anos, ao atear fogo no corpo dele quando o mesmo saía do banheiro de casa. O crime ocorreu no dia 27 de abril de 2016, na Rua Mantiqueira, no bairro Rua Nova, em Feira de Santana.

A pena foi aplicada pela juíza Márcia Simões Costa, que presidiu o julgamento. A promotora de Justiça Semiana Silva Cardoso informou que a pena foi adequada ao caso e que ela teve a intenção de matar.

“As provas indicam que sob violenta emoção, após discussão com a vítima, Marlete ateou fogo nele. Então ela tinha sim a intenção de matar, apesar da violenta emoção. Ela já tem um ano e seis meses presa e poderá ficar mais uns três anos em regime fechado e após este tempo, com um bom comportamento, certamente ela saírá”, declarou.

Fotos: Aldo Matos/Acorda Cidade

O advogado Marco Aurélio lamentou o resultado do júri. “Este foi o caso que eu mais me envolvi porque envolve violência contra a mulher, contra a família, e ainda assim o conselho de sentença entendeu por condená-la. Eu esperava uma absolvição, porque ficou devidamente comprovado que a vítima era o verdadeiro algoz e a agredia e argumentamos que neste dia não podia ter sido diferente porque ele tinha um histórico de agressão. Não tínhamos a prova de como ela agiu, mas do contrário também não existia. Era mais razoável reconhecer o argumento dela. A gente respeita a decisão, foi um entendimento por um voto”, disse o advogado informando que vai recorrer da decisão.

O outro advogado de defesa, Marcos Melo, também lamentou a decisão. Segundo ele, por conta de um voto ela não foi absolvida. “Foi 4 x 3. O júri entendeu que ela não agiu em legítima defesa”, disse.

O caso

Fotos: Aldo Matos/Acorda Cidade

Em depoimento na delegacia na época, Marlete confessou que foi a um posto de combustíveis, comprou um litro de gasolina e arremessou sobre a vítima, por ele ter quebrado o celular dela durante uma discussão. Ela foi indiciada por homicídio praticado por motivo fútil e respondeu o processo em liberdade.

O delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios, que colheu o depoimento da acusada, informou que Marlete morava com a irmã e o cunhado.

“Ela declarou que residia na cidade de Iaçu e depois foi morar na casa da irmã no bairro Rua Nova, em Feira, para conseguir emprego. Disse que durante os quatro anos que morou com a irmã e o cunhado, Antônio se mostrava sempre agressivo, agredia a irmã dela verbalmente, os filhos, e consumia bebida alcoólica. Por conta disso sempre havia brigas e intrigas, até que no dia 25 de abril a irmã de Marla saiu de casa por causa das ameaças do marido e Antônio entrou na residência e perguntou a Marla onde estaria a irmã, esposa dele. Como ela não queria dizer o local onde a irmã estava escondida, Antônio quebrou o celular de Marla e houve uma discussão dentro da residência. Marla foi a um posto de combustível comprou um litro de gasolina, retornou ao imóvel e arremessou no corpo de Antônio tocando fogo logo em seguida”, relatou o delegado Gustavo Coutinho.

Com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

Fotos: Aldo Matos/Acorda Cidade
 

É muito importante a sua participação. Envie para nós a sua sugestão de correção.



É muito importante a sua participação. Em breve entraremos em contato.



Comentários

AVISO: os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Acorda Cidade.
É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Acorda Cidade pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso.

Veja também

PodCast

Cartas para o Papai Noel dos Correios podem ser entregues até o dia 30 de novembro

mais podcast ›

Videos

Reforma trabalhista: Entenda as novas regras e formas de contratação