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Acusada de matar cunhado queimado vai a júri popular nesta terça-feira (11)

11/07/2017 06h41
Em depoimento a acusada confessou que foi a um posto de combustíveis, comprou um litro de gasolina e arremessou sobre a vítima.
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Acusada de matar cunhado queimado vai a júri popular nesta terça-feira (11)
Foto: Aldo Matos/ Acorda Cidade (Arquivo) | Residência da vítima

Laiane Cruz

A feirante Marlete Santos Peixoto vai a júri popular nesta terça-feira (11), em audiência no Fórum Filinto Bastos, sob a acusação de ter matado o cunhado Antônio Teodoro Silva, 27 anos, ao atear fogo no corpo dele quando a vítima saía do banheiro de casa. O crime ocorreu no dia 27 de abril de 2016, na Rua Mantiqueira, no bairro Rua Nova, em Feira de Santana. O julgamento será presidido pela juíza Márcia Simões Costa.

Marlete está presa no Conjunto Penal de Feira de Santana desde junho de 2016 e, em depoimento na delegacia na época, ela confessou que foi a um posto de combustíveis, comprou um litro de gasolina e arremessou sobre o cunhado, por ele ter quebrado o celular dela durante uma discussão. Ela foi indiciada por homicídio praticado por motivo fútil e respondeu o processo em liberdade.

O delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios, que colheu o depoimento da acusada, informou que Marlete morava com a irmã e o cunhado.

“Ela declarou que residia na cidade de Iaçu e depois foi morar na casa da irmã no bairro Rua Nova, em Feira, para conseguir emprego. Disse que durante os quatro anos que morou com a irmã e o cunhado, Antônio se mostrava sempre agressivo, agredia a irmã dela verbalmente, os filhos, e consumia bebida alcoólica. Por conta disso sempre havia brigas e intrigas, até que no dia 25 de abril a irmã de Marla saiu de casa por causa das ameaças do marido e Antônio entrou na residência e perguntou a Marla onde estaria a irmã, esposa dele. Como ela não queria dizer o local onde a irmã estava escondida, Antônio quebrou o celular de Marla e houve uma discussão dentro da residência. Marla foi a um posto de combustível comprou um litro de gasolina, retornou ao imóvel e arremessou no corpo de Antônio tocando fogo logo em seguida”, relatou o delegado Gustavo Coutinho.

Segundo o advogado de defesa da ré, Marco Aurélio, que irá atuar junto com o advogado Marcos Melo, a linha de defesa foi montada com base no relato das próprias testemunhas de acusação. Ele ainda informou que a promotora atual do caso, Semiana Silva Cardoso, afastou o motivo fútil do processo. “Foi visualizado pela atual promotoria que esse motivo fútil não tinha nenhum fundamento e não encontrava amparo nos autos”, afirmou.

Informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

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