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Grupo técnico vai discutir e criar estratégias para novo modelo de assistência psiquiátrica

20/03/2017 17h35
A diretora Iraci Leite explica ainda que para o Lopes Rodrigues atender o paciente, ele deve estar em crise. Nesse caso, a emergência funciona de porta aberta, sendo atendidos pacientes encaminhados pelo Samu ou até mesmo pela própria família.
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Grupo técnico vai discutir e criar estratégias para novo modelo de assistência psiquiátrica
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Daniela Cardoso

Após a informação da desinstitucionalização de todos os hospitais psiquiátricos do estado da Bahia, a diretora do Hospital Especializado Lopes Rodrigues, Iraci Leite, informou que nessa proposta algumas vertentes estão sendo discutidas, a exemplo de como serão os trabalhos a partir dessa mudança.

Segundo Iraci Leite, foi apresentada a criação de um grupo técnico formado pelos diretores dos hospitais psiquiátricos, pela sociedade civil, as entidades civis, representes das secretarias estadual e municipal de saúde para, a partir daí, se discutir e criar estratégias para desinstitucionalização desses hospitais e para redefinir o modelo de assistência de psiquiatria. Esse grupo vai construir os planos operativos para os hospitais psiquiátricos. De acordo com ela, cada hospital terá seu plano, pois eles têm suas diferenças.

“Tem hospitais que internam, outros não. Tem hospitais que tem moradores, a exemplo do Lopes Rodrigues. Hoje nós temos 88 moradores, que são aqueles pacientes que estão aqui há 55 anos. Muitos estão aqui desde quando o hospital foi inaugurado. Esses moradores serão desinstitucionalizados para residências terapêuticas ou para as famílias. Esse trabalho não começou agora, começamos em 2005, quando foram retirados 85 moradores, de lá para cá a gente vem promovendo a desinstitucionalização, considerando que em 2014 já tivemos indicação de descredenciamento pelo Ministério da Saúde. Só em 2016 tiramos 22 moradores”, explicou.

A diretora do Lopes Rodrigues informou que atualmente, além dos 88 moradores, o hospital funciona com uma emergência 24h com equipe completa, seis leitos de observação, onde o atendimento é direcionado para casa, quando o paciente é estabilizado logo, ou para rede de atenção nos municípios. Iraci Leite destaca que ainda tem a opção do internamento de curta duração, onde a unidade dispõe de 32 leites, sendo 16 masculinos e 16 femininos.

A diretora Iraci Leite explica ainda que para o Lopes Rodrigues atender o paciente, ele deve estar em crise. Nesse caso, segundo ela, a emergência funciona de porta aberta, sendo atendidos pacientes encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou até mesmo pela própria família. De acordo com Iraci, o Lopes Rodrigues recebe pacientes de Feira de Santana e de quase todos os municípios do estado da Bahia.

“Em 2016 recebemos 2 mil pacientes na emergência. Desses, só 18% tiveram necessidade de internamento. O restante poderia ser tratado sem vir ao hospital Lopes Rodrigues. A desinstitucionalização vem acontecendo há algum tempo, ela é gradativa e para que ela seja efetivada é preciso que toda rede de atenção psicossocial esteja funcionando e qualificada, que a rede de urgência e emergência seja também qualificada. É por isso que agora o estado está criando esse grupo técnico para que seja discutido cada unidade hospitalar”, afirmou.

As informações são do repórter Ed Santos do Acorda Cidade 

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