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No dia da Consciência Negra, Editora Moderna sugere livros para reflexão 

19/11/2016 11h39
Por meio de belas narrativas que reconstroem o passado, o leitor conhecerá um pouco mais sobre Zumbi dos Palmares e a luta pelo fim da escravidão.
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No dia da Consciência Negra, Editora Moderna sugere livros para reflexão 
Foto: Divulgação

Acorda Cidade

No próximo dia (20) comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi dos Palmares, um escravo que foi líder quilombola e reivindicava os direitos do seu povo contra a escravidão. Zumbi lutou até a morte, porém, a abolição oficial da escravatura no Brasil só veio a acontecer em 1888, 193 anos depois. A data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade, assim como a importância dos costumes do povo africano e seus impactos na cultura brasileira.

Para a conscientização da trajetória do povo negro no país, a Editora Moderna sugere duas obras da série Recontando a História, que reconstroem o passado, por meio de encantadoras narrativas. São romances históricos onde figuras e episódios reais convivem com personagens e eventos fictícios, construindo contos envolventes. Os títulos são indicados para leitores a partir dos 11 anos. Confira abaixo:

Com muita ação, lutas sangrentas e atos de heroísmo, “Um grito de liberdade – A Saga de Zumbi dos Palmares” procura resgatar a vida do último líder quilombola do período colonial. A obra, dos autores Álvaro Cardoso Gomes e Rafael Lopes de Sousa, traz a história de um jovem escravo, batizado como Francisco, e que vive em companhia de um padre, seu protetor. O protagonista aprendeu a ler, a escrever e tem regalias que seus companheiros não têm, porém, almeja conquistar o bem que considera mais precioso – a liberdade. Isso faz com que ele fuja em busca do reino dos negros, em Palmares, lugar que acolhe negros fugidos. Perseguido como uma fera por caçadores de escravos, Francisco terá que mostrar toda sua coragem para conseguir o que deseja. Nesse título, o leitor também acompanhará o drama da jovem Kênia, uma escrava recém-chegada da África e que se apaixonará por um forte guerreiro chamado Vemba. No reino quilombola, estes personagens farão de tudo para manter acesa a chama da liberdade.


Da cor da esperança – A libertação dos escravos, da autora Márcia Abreu, se passa nos anos finais da escravidão no Brasil. Ambientada entre uma fazenda de café do Vale da Paraíba e o Rio de Janeiro, o livro conta as grandes transformações da vida do jovem Pedro, um rapaz mestiço, que nasceu escravo e que tem o sonho de tornar-se livre. A história retrata a escravidão no país, no século XIX, onde muitos negros eram tratados como animais ou objetos, comprados e vendidos. Trabalhavam à força e eram castigados duramente. Revoltados, muitos deles organizaram rebeliões e fugas, resistiram aos desmandos e lutaram para se tornarem livres. Pedro é um deles! Parte para uma comunidade quilombola, mas tem o seu sonho de liberdade interrompido pelos capitães do mato.

Sobre os autores:

Álvaro Cardoso Gomes é professor Titular da USP, Coordenador do Mestrado Interdisciplinar da Universidade de Santo Amaro, crítico literário e romancista. Autor de "A hora do amor", "Para tão longo amor", "O poeta que fingia", "Memórias quase póstumas de Machado de Assis", esses dois últimos contemplados com o prêmio Jabuti.

Márcia Abreu é professora de Literatura no Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Ela escreveu vários livros, capítulos de livros e dezenas de artigos. Mas o que ela gosta mesmo é de contar histórias. Já publicou “Morrer Amanhã” (FTD, 2014) em que conta a vida de Álvares de Azevedo, um poeta brasileiro que vivia em São Paulo no século XIX.

Rafael Lopes de Sousa é historiador e professor no programa de mestrado interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade de Santo Amaro. Suas pesquisas têm como foco a juventude brasileira e suas diferentes formas de expressão. Mineiro de Canoeiros, Rafael Lopes de Sousa é autor dos estudos “O movimento hip hop: a anti-cordialidade da 'república dos manos' e a Estética da violência”; “Punk: Cultura e protesto”.
 

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