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Oftalmologista tira dúvidas sobre catarata

19/08/2016 16h53
A diabetes é um fator de risco, e o melhor que o paciente tem a fazer é controlar a sua glicemia.
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Oftalmologista tira dúvidas sobre catarata
Foto: Orisa Gomes/Acorda Cidade

Laiane Cruz

A catarata é responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 28,7% dos brasileiros com mais de 60 anos sofrem da doença. Sobre este assunto, o Acorda Cidade conversou com a médica oftalmologista Camila Cardoso, da Clínica Vista, que esclareceu dúvidas sobre a doença.

Acorda Cidade – O que é a catarata?

Camila Cardoso - Dentro do olho da gente tem uma lente transparente, que chama cristalino, e a perda dessa transparência do cristalino que é a catarata. Ele vai ficando esbranquiçado, opaco, e isso vai atrapalhando a visão?

Acorda Cidade – Quais os sintomas da doença?

Camila Cardoso – Os primeiros sintomas, logo quando ela inicia, a pessoa pode nem perceber, só indo ao oftalmologista para ele diagnosticar. Mas os principais sintomas são a sensação de visão turva, esbranquiçada, as cores parecem que estão destonadas, enfraquecidas, as luzes começam a borrar, e a pessoa começa a ter dificuldade de ler, dirigir, de fazer suas funções habituais, e começa a reclamar dos óculos, e trocá-los com muita frequência.

Acorda Cidade - Essa doença é fácil de detectar?

Camila Cardoso – Na consulta de rotina já dá pra perceber sim se tem catarata ou não, e a gente pode pedir exames complementares só para poder certificar isso.

Acorda Cidade – Todas as pessoas vão desenvolver a catarata?
 

Camila Cardoso – A catarata está relacionada ao seu fator genético e o envelhecimento. Então 95% das pessoas depois dos seus 65 anos vão apresentar algum grau de catarata. Pessoas de 90 anos já vão ter uma catarata bem mais intensa que uma pessoa de 60.

Acorda Cidade - Todos os casos são cirúrgicos?
 

Camila Cardoso - O tratamento da catarata e cirúrgico. Então a indicação da cirurgia vem por parte do paciente mesmo se queixando da sua qualidade de visão, querendo melhorar, e em alguns casos o médico sugere. A cirurgia evoluiu bastante. É uma cirurgia de alta complexidade, a gente usa aparelhos, com tecnologia avançada, o cirurgião precisa ser bem capacitado para exercer essa função. Mas mesmo sendo de alta complexidade, é uma cirurgia segura.

Acorda Cidade – A diabetes acelera ou tem alguma relação com a catarata?

Camila Cardoso – A diabetes é um fator de risco, e o melhor que o paciente tem a fazer é controlar a sua glicemia e ir a cada seis meses ao seu oftalmologista ou de acordo com a periodicidade que lhe for passado. A diabetes acelera a catarata, que todos nós já teremos algum dia.

Acorda Cidade - Pessoas jovens podem desenvolver a catarata?

Camila Cardoso – Sim. Existe a catarata congênita, que a pessoa já nasce. Existem as secundárias, que vem de um trauma, uma inflamação no olho, medicações como corticóides, mas a principal causa é a da idade, que vem com o tempo
 

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