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Endocrinologista destaca importância da vitamina D para o organismo

26/11/2015 17h55
Saiba como elevar os níveis de vitamina D pelo organismo e ter uma vida mais saudável.
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Endocrinologista destaca importância da vitamina D para o organismo
Foto: Arquivo pessoal

Endocrinologista fala sobre os benefícios da vitamina D para o organismo

Laiane Cruz

A deficiência de vitamina D no corpo humano pode provocar diversas doenças, é o que afirma a endocrinologista Geruza Brandão. Segundo ela, apesar de muitos alimentos serem ricos em vitamina D, o sol ainda é a principal fonte desse nutriente, fundamental para a saúde dos ossos.

Saiba como elevar os níveis de vitamina D pelo organismo e ter uma vida mais saudável:

Acorda Cidade - Qual a importância da vitamina D para o organismo?

Geruza Brandão – A deficiência de vitamina D é bastante frequente em nosso país. A sua importância se restringe a vários órgãos no corpo humano. Ela é importantíssima no metabolismo ósseo e sua falta implica no início da osteoporose, que muitas vezes é a causa que se relaciona com a incidência dessas doenças; pode atingir as glândulas paratireóides, levando ao hiperparatireoidismo. A vitamina D se relaciona aos bebês de baixo peso, então as gestantes devem ter realmente o controle da vitamina D. A sua falta também é um fator de risco para doença cardiovascular, se relaciona com inflamação no corpo, com doenças como o diabetes, com o sistema imunológico. Vários casos de câncer já relacionam com a insuficiência de vitamina D, muitas doenças autoimunes também se relacionam com a falta dessa vitamina, inclusive ela pode ser utilizada como tratamento nos primeiros estágios da psoríase; se relaciona com a asma e com a obesidade também.

Acorda Cidade – O que é a vitamina D e quais são os seus tipos?

Geruza Brandão – Embora chamada de vitamina, conceitualmente ela é um pré-hormônio, que juntamente com outro hormônio que denominamos de PTH, que o hormônio da paratireóide, atua no metabolismo e no controle do cálcio e do osso. Os tipos são a vitamina D2, que é o ergocalciferol, encontrada nas plantas, e a vitamina D3, que é o colecalciferol, e vai sofrer uma série de reações químicas no corpo humano, no fígado e depois nos rins, onde vai se transformar na vitamina D ativa, ou seja, o terceiro tipo de vitamina D, que é o calcitriol. Este sim é o hormônio final que faz maior efeito no corpo e estimula a absorção do cálcio, do fosfato, a nível intestinal, e que vai promover toda a regulação do metabolismo ósseo.

Acorda Cidade - Por que a vitamina D também é conhecida como a ‘vitamina do sol’?

Geruza Brandão – Na verdade, o sol que faz essa ação da produção da vitamina D na pele precisa ter um comprimento de onde, entre 290 a 315 nanômetros. O que isso quer dizer? Que nós aqui no Nordeste só temos esse comprimento de onda de radiação solar nos horários aproximadamente entre meio-dia e três da tarde, que vai produzir a vitamina D na pele.

Acorda Cidade – O uso de protetores solares podem inibir a absorção da vitamina D pelo organismo?

Geruza Brandão – Os filtros solares podem bloquear a ação do raio ultravioleta na nossa, pois impedem a formação da vitamina D. Então a gente deve observar que nas estações do ano em que há melhor incidência de radiação solar, podemos ficar ao ar livre, praticando um esporte, durante 10 ou 15 minutos por dia para depois aplicar o filtro, se a pessoa tem deficiência de vitamina D.

Acorda Cidade - Quais problemas podem surgir no organismo pela falta dessa vitamina?

Geruza Brandão – Sem dúvida, os grandes problemas da deficiência da vitamina D estão relacionados às ações ósseas no organismo humano. Então a deficiência se relaciona com a diminuição da mobilidade física, de força muscular, aumento de risco de quedas, principalmente no idoso. Existe o risco na gestação com o baixo peso fetal e o aumento do risco da obesidade. Entre as reações não ósseas, os grandes problemas se relacionam a vários órgãos, como o coração, e os pacientes que já tem problema cardíaco existe um aumento do risco de morte. Em relação ao diabetes, a falta de vitamina D piora o processo inflamatório, para o paciente que tem tanto o diabetes tipo 1 quanto aquele que tem o tipo 2. Então a deficiência de vitamina D mexe com a qualidade de vida das pessoas.

Acorda Cidade – A população hoje em dia possui níveis ideais de vitamina D no corpo?

Geruza Brandão - A deficiência de vitamina D é um assunto tão extenso que motivou em 2014 a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia a fazer um documento com as recomendações para o tratamento da vitamina D diante da atuação dessa falta de vitamina em diversos órgãos. Então, provavelmente nos próximos anos a gente vai ter muita informação relacionando a deficiência da vitamina com a diabetes, o câncer, a função cognitiva, a doença de Alzheimer, para que a gente possa comprovar essa relação de causa e efeito e possamos tratar de forma adequada. Mas hoje a deficiência de vitamina D deve ser tratada sim por todos os clínicos, a nível de consultório, já com as evidências atuais.

Acorda Cidade – Quais são os alimentos ricos em vitamina D?

Geruza Brandão – As fontes alimentares que contêm vitamina D são muito escassas. Basicamente os peixes, como salmão, sardinha, a cavala, o atum, o óleo de fígado de bacalhau, a gema de ovo e os cogumelos. Mas na verdade a nossa maior fonte é a síntese produzida na nossa pele. Os níveis ideais de vitamina D tanto no adulto quanto na criança é que fiquem acima de 30 nanogramas por ml.

Acorda Cidade – Nos consultórios médicos receita-se muito a vitamina D?

Geruza Brandão – No consultório a gente deve dosar a vitamina D naqueles indivíduos que tem risco de deficiência, que seriam os idosos, os pacientes com osteoporose, que tenham tido quedas, as grávidas, os recém-nascidos e pacientes que usem medicações que também interfiram no metabolismo da vitamina D, como os glicocorticóides, medicações de convulsão, além de pacientes com insuficiência renal ou que tenham câncer. Então o grupo de risco é muito grande, e a gente receita muito na clínica, tanto na prevenção quanto no tratamento de diversas doenças. 

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